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Luxúria
Indômita do Vício Maldito do Caldo de
Cana
Como
bom joinvilense penso que o mundo trafega ao nosso
redor.
Todos os caminhos levam à Joinville.
Bastou um maldito inseto para fustigar esse pensamento.
Todos os caminhos deixam Joinville.

Depois
do retorno do João “Luz Vermelha”
Acácio em 1997, da epidemia de conjuntivite
viral em 2003, do escândalo do financiamento
da escola do Bolshoi em final de 2004, a cidade volta
de maneira triunfal aos noticiários.
Vejam como Blumenau é medíocre. Olhem
só como Florianópolis se afoga em suas
fezes capitais. Nenhuma dessas cidades é famosa
pela sua sociedade pitoresca, seu povo humilde e trabalhador,
seus problemas de verdade, só através
de festas e eventos artificialmente planejados de
gente que não entende e não é
parte da sociedade nativa de cada cidade. Não
é coincidência que o governador de Santa
Catarina seja joinvilense, mesmo tendo nascido em
Blumenau.
Joinville
deixa marcas.
E protozoários em seu sangue...
Tudo bem, a cana infectada é de um quiosque
de beira de estrada, em Navegantes, mas só
Joinville programou e efetivou uma espécie
de biópsia em massa para descobrir se a população
tinha a tal moléstia. Caldo de cana é
uma bebida nacional porém que o joinvilense
se apropriou de maneira orgulhosa e heróica.
Laudo do patologista social: atrofia da camada epitelial
mais externa (aquela visível, popular), desarranjo
da camada muscular (proletariado) com presença
de áreas fibrosadas (restos das antigas glórias
das outrora famosas indústrias joinvilenses),
camada adiposa inalterada em volume mas estruturalmente
com menos adipócitos (a burguesia, ó
burguesia, que adoravelmente faço parte), núcleos
em aumento de x400 demonstrando fase de meiose em
anáfase (só um sócio-patologista
mais experiente poderia chegar a essa conclusão
e, obviamente, só ele entenderá essa
metáfora). Joinville mobilizou sua secretária
de saúde para alarmar ainda mais uma cidade
já aparvalhada com seu calor insano de verão
persistente no outono. Porque o caldo de cana é
sagrado. É caldo de cana benta.
O que o maldito Trypanosoma cruzi veio fazer aqui?
Só porque o nativo de Joinville é pretensamente
mais caloroso e receptivo que o resto dos catarinenses
ilustres não quer dizer que também seja
propenso a mais doenças. Eu acho que o protozoário
queria refresco desse ambiente abafado e sufocador,
buscou a refrigeração da corrente sanguínea
do joinvilense para sobreviver.
Sim, pessoas de fora da cidade também foram
afetadas, algumas avançando para quadros mais
graves e até letais, o que dizer? É
legal fazer piadas e ironias com pessoas de verdade
envolvendo um assunto sério?
Não.

Recolho-me ao novo assunto da semana, a morte do papa
João Paulo II.
Ele não tomou o caldo de cana em SC.
Alívio para os católicos catarinenses
e donos de quiosques de garapa.
Ei, agora me veio à mente outro dado importante,
o mal de Chagas pode ficar incubado na pessoa infectada
e se revelar até 30 anos depois do contágio.
O Papa visitou SC em 1991, para a beatificação
da madre Paulina. Será que ele não parou
com o papa móvel no caminho, com todos os seguranças
ao lado dele e tomou um copo de garapa para repor
as energias? Será que ele pagou para beber?
Será que se ele pagou, o vendedor tinha troco
para dar ao Papa? E se tinha troco, ele deu o troco
para o intermediário de Deus na terra, segundo
os católicos? Hmm, acho que esse caso pode
ter muitas reviravoltas ainda.
Talvez tudo seja uma conspiração. A
Coca-Cola destruiu quase todos os bares de Curitiba
com sua bosta de cerveja Kaiser. Mais do que isso,
arruinou a Oktoberfest com aquela porcaria de chope.
E agora está avançando para Santa Catarina...

Como frear o consumo do caldo de cana? Desacreditar
seus consumidores.
Qual o instrumento?
O maior temor após a queda do comunismo, as
doenças.
E assim a Coca-Cola toma o mercado, espalhando doenças
à população, beneficiando laboratórios
de exames e médicos (todos eles mancomunados
com a empresa) e ainda vendendo mais seu produto.
Portanto, desconfie de seu médico se ele estiver
usando um jaleco com a marca da Coca-Cola!
E se ele tiver uma máquina de latas de Coca
na recepção do consultório, você
já sabe: troque por um médico que fume
e beba whisky durante a consulta. Esses profissionais
fazem parte da resistência aliada ao império
do lado escuro (coca-cola) da força.
Não
estranharei se descobrirem que os refrigerantes de
cola podem eliminar os protozoários do organismo
humano. Pode até corroborar uma tese defendida
por Santos Dumont antes de se mudar para a França,
enojado com a petulância da fábrica estadunidense
no Brasil: o Mal de Chagas foi criado pela Coca-Cola
para conquistar o mercado no país, fazendo
com que um “laranja” como Carlos Chagas
fosse o “descobridor” da moléstia,
criando empatia entre os brasileiros e a bebida e
alavancando os negócios.

Ah,
e os irmãos Wright são os inventores
da Coca-Cola, isso sim é fato.
Agora começo a entender tudo....
Aristeu
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